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Sua Ancestralidade

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Reconectar-se com suas raízes é um ato de cura, força e orgulho.

Fundado em 12 de março de 1988, o grupo nasceu com a missão de ser um elo vivo entre passado, presente e futuro das tradições afro-diaspóricas em Pernambuco. Ao longo de sua história, tem marcado presença nos ciclos festivos do estado — do Carnaval ao São João, do Natal à Quaresma — levando para as ruas, palcos e comunidades a força da cultura, da ancestralidade e da coletividade.

Mais do que celebrar, nossa atuação busca fortalecer e dar visibilidade à riqueza das manifestações culturais herdadas dos nossos ancestrais, enquanto contribuímos para a inclusão social e o desenvolvimento humano. Por meio de ações de integração sociocultural, inclusão digital, defesa do meio ambiente, ressocialização e redução de danos, trabalhamos diariamente para ampliar oportunidades e promover a cidadania com respeito aos direitos humanos e às múltiplas conexões diaspóricas que nos formam.

Acreditamos que, ao valorizar nossas raízes, reafirmamos nossa identidade, alimentamos o orgulho de quem somos e abrimos caminhos para um futuro mais justo, diverso e pleno de possibilidades.

Quem faz parte

João Monteiro

João Bamileke Monteiro é historiador, pesquisador e especialista em preservação de acervos culturais, com foco nas culturas afro-brasileiras e indígenas em Pernambuco. Fundador do Quilombo Cultural Malunguinho, atua na defesa dos direitos humanos e na valorização das tradições afro-indígenas. É membro do Parlamento do State of the African Diaspora (SOAD) e participou de projetos internacionais sobre bioeconomia e genética africana. Em 2025, foi responsável pela pesquisa histórica do samba-enredo da Unidos do Viradouro, que homenageia Malunguinho, símbolo da resistência negra no Brasil.

Cecília Amália Cunha Santos

Mulher negra de 46 anos, bisneta de uma mulher indígena (etnia não confirmada) por parte de mãe, e neta e bisneta de pescadores artesanais do Delta do Parnaíba, Ilha Grande-PI, por parte de pai. Nascida em São Luís do Maranhão, no bairro do João Paulo, na rua da Cerâmica, onde ocorre todos os anos a festa de São Marçal. Participa do culto de Tambor de Mina, desde 2021 e do Candomblé, desde 2023. É Mãe solo de dois filhos homens, o mais velho de 23 anos que estuda psicologia e caçula de 20 anos que estuda medicina.
Formada em Direito pela UFMA, foi de Juíza do Trabalho , no Tribunal Regional do Trabalho da 18ª Região, de 2015 a 2017. Em 2027, tomou posse como Procuradora do Trabalho, do Ministério Público do Trabalho, lotada na Procuradoria Municipal de Araguaína/TO (PTM), onde exerce a referida função até os dias atuais. No Ministério Público, atua na proteção do trabalho tradicional de Povos e Comunidades Tradicionais do Tocantins, principalmente com Quilombolas (projeto Ubuntu 2019 e 2020) e Indígenas, Quebradeiras de côco babaçu e Povos de Matriz Africana (projeto Awurê 2024 e 2025

Hunilton Cariolano dos Santos Brito

Fugo, residente em Coqueiral, Recife – PE, é graduando em Educação Física – Bacharelado e possui uma trajetória marcada pela pluralidade cultural e esportiva. Contra Mestre de Capoeira e professor de percussão, também atua como Mestre do Maracatu Axé da Lua, unindo tradição e arte popular. Sua experiência é ampla, passando pela dança, na qual se destaca como bailarino popular e contemporâneo, e pelo fitness, sendo Treinning Coach Dance e recreador formado pela Via Social PlanteC.

Formado em Mat Pilates e Pilates Instrumental pela Voll, Fugo ainda acumula experiência como oficineiro do Projeto Escola Aberta e Mais Educação, onde atuou de 2010 a 2019. Participou de convenções, congressos, workshops, palestras e eventos fitness, incluindo a Oficina de Maculelê no Conaff 2024 e Master Classes em 2022 e 2024.

Sua atuação como instrutor é versátil, englobando modalidades como Step Coach, Coach Dance, Jump, Funcional, Mat Pilates, Core, Freelife, Alongamento e Hidroginástica. Além disso, dedica-se ao ensino da Capoeira, da percussão e da dança popular em diversas ações, levando cultura, movimento e saúde a diferentes públicos.

Tereza Cristina M. Viana

Tereza Cristina M. Viana, pernambucana e residente em Candeias, Jaboatão dos Guararapes, atua como Gestora da Qualidade e Auditora Interna, com sólida experiência em Administração e Consultoria Organizacional. Sua trajetória inclui também a coordenação de eventos e a assessoria em organização de documentação, projetos culturais e editais voltados ao terceiro setor, unindo gestão estratégica e impacto social.

Nossa essência
carrega o Axé

Em tudo o que fazemos, está presente o Àṣẹ (ou axé), força vital que, segundo a tradição iorubá, é o poder divino que movimenta o mundo, faz acontecer, sustenta a vida, os terreiros e as manifestações dos Orixás. É energia, é comando, é bênção. No Brasil, o termo também atravessou a música e os ritmos afro-brasileiros, como o samba-reggae, o ijexá e o frevo, sempre carregando a força espiritual de nossos ancestrais.

A Lua: símbolo da
fertilidade e da luz divina

Na cosmovisão iorubá, a Lua — Òṣùpá — é reverenciada como irradiadora da luz divina, em constante diálogo com o Sol (Òòrùn). Associada à fertilidade e à manutenção da vida, sua influência percorre rituais, festas e oferendas, especialmente durante a Lua Cheia, período em que os pedidos de amor, prosperidade e abundância são especialmente potencializados.

Nossas raízes iorubás

O idioma iorubá, de onde vem grande parte dos saberes e espiritualidade que nos atravessam, é falado principalmente na Nigéria, Benin e Togo, estendendo-se também para comunidades na diáspora africana em países como Brasil e Cuba. Carregamos com orgulho essa herança que nos conecta a um continente e a uma história de resistência, fé e beleza.

Iniciativas Axé da Lua

O Axé da Lua atua em diversas frentes que preservam, celebram e expandem a cultura afro-diaspórica em Pernambuco. Cada uma de nossas ações carrega o compromisso com a memória ancestral, o fortalecimento comunitário e a construção de futuros mais justos e vibrantes.

Maracatu Nação Axé da Lua

Símbolo maior de nossa tradição, o Maracatu é patrimônio da humanidade e nossa grande referência cultural. Preservar esta memória ancestral é nossa missão diária.

Mais que arte, a capoeira é inclusão social, saúde, pertencimento e reconhecimento mundial. Um verdadeiro patrimônio cultural brasileiro.

A percussão é uma das grandes marcas da nossa identidade musical. Formar, preservar e transmitir esse saber é parte fundamental do nosso trabalho.

A testagem de DNA de famílias negras abre caminhos para reconstruir histórias, resgatar memórias e fortalecer vínculos identitários.

Nossas juventudes são acompanhadas por profissionais capacitados, promovendo inclusão social, redução de danos e crescimento integral.

A arte feita à mão reflete a pluralidade cultural de Pernambuco, revelando as cores, formas e narrativas de um povo criativo.

Os saberes e sabores de nossa culinária são heranças vivas da ancestralidade, preservando modos de fazer e alimentar com história.

A moda carrega símbolos profundos de nossa ancestralidade. Nosso ateliê, conduzido pelo estilista Afro Lassana Mangassouba, é um espaço de afirmação e criação afro-brasileira.

Criamos pontes com a diáspora africana, fortalecendo a pesquisa, a preservação e o fomento contínuo de nossa cultura ancestral.

Espaço de saber e memória, a biblioteca homenageia o professor José Vicente Lima, fundador da Frente Negra de Pernambuco, parceiro de Solano Trindade e referência na luta e construção da cultura afro-brasileira.